quarta-feira, maio 27, 2026
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Barrinha Confirma um caso de Difteria.

Difteria

Difteria – CID10: A36
Doenças Infecciosas e Parasitárias

A difteria é uma doença transmissível e causada por bactéria que atinge amígdalas, faringe, laringe, nariz e (ocasionalmente) outras partes do corpo, como pele e mucosas.

Dependendo do tamanho e de onde as placas aparecerem, a pessoa pode sentir dificuldade de respirar.

A principal forma de prevenção é por meio da vacina pentavalente.

A presença de placas na cor branco-acizentada nas amígdalas e partes próximas é o principal sintoma da difteria. Em casos mais graves, porém raros, podem aparecer inchaços no pescoço e gânglios linfáticos.

Após o surgimento da vacina tríplice bacteriana (DTP), o número de casos de difteria se tornou muito raro no Brasil. A vacina é a melhor, mais eficaz e principal forma de prevenir a difteria.

A difteria ocorre durante todos os períodos do ano e pode afetar todas as pessoas que não são vacinadas, de qualquer idade, raça ou sexo. Acontece com mais frequência nos meses frios e secos (outono e inverno), quando é mais comum a ocorrência de infecções respiratórias, principalmente devido à aglomeração em ambientes fechados, que facilitam a transmissão da bactéria.

A doença ocorre com maior frequência em áreas com precárias condições socioeconômicas, onde a aglomeração de pessoas é maior e onde se registram baixas coberturas vacinais. Os casos são raros quando as coberturas vacinais atingem patamares de 80%.


 

Como é transmitida?

A transmissão ocorre basicamente por meio da tosse, espirro ou por lesões na pele, ou seja, a bactéria da difteria é transmitida pelo contato direto da pessoa doente ou portadores com pessoa suscetível, por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou ao falar.

A transmissão por objetos recém contaminados com secreções do doente ou de lesões em outras localizações é pouco frequente.

O período de incubação da difteria, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer desde a infecção da pessoa, é, em geral, de 1 a 6 dias, podendo ser mais longo. Já o período de transmissibilidade da doença dura, em média, até 2 semanas após o início dos sintomas.


 

O que causa?

A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que se hospeda na própria pessoa doente ou no portador, ou seja, aquele que tem a bactéria no organismo e não apresenta sintomas. A via respiratória e a pele são os locais preferidos da bactéria.


 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da difteria é clínico, após análise detalhada dos sintomas e características típicas da doença por um profissional de saúde.

Para confirmação do diagnóstico, o médico deverá solicitar coleta de secreção de nasofrainge para cultura. Em casos de suspeita de difteria cutânea (na pele), devem ser coletadas amostras das lesões da pele.

 Diagnóstico diferencial

 Diagnóstico laboratorial

A melhor forma de prevenir a difteria é com a vacinação.


 

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da difteria, que surgem geralmente após seis dias da infecção, são:

  • Membrana grossa e acinzentada, cobrindo as amígdalas e podendo cobrir outras estruturas da gargante.
  • Dor de garganta discreta.
  • Glânglios inchados (linfonodos aumentados) no pescoço.
  • Dificuldade em respirar ou respiração rápida em casos graves.
  • Palidez.
  • Febre não muito elevada.
  • Mal-estar geral.

Algumas pessoas podem ser infectadas pela difteria e apresentar sintomas leves ou até mesmo não ter nenhum tipo de sinal da doença.


 

Quais os fatores de risco?

A difteria ocorre durante todos os períodos do ano e pode afetar todas as pessoas não protegidas pela vacinação de qualquer idade, raça ou sexo. Algumas situações aumentam os fatores de risco tais como:

  • Crianças e adultos que não receberam a vacina.
  • Pessoas que vivem em condições de superlotação ou insalubres.
  • Pessoas que viajam para uma região onde a difteria é endêmica.

 

Como é feito o tratamento?

O tratamento da difteria é feito com o soro antidiftérico (SAD), que deve ser ministrado em unidade hospitalar. A finalidade do tratamento é inativar a toxina da bactéria o mais rapidamente possível.

O uso do antibiótico é considerado como medida auxiliar do tratamento, ajudando a interromper o avanço da doença.

 Específico

 Tratamento de suporte


 

Quais complicações pode causar?

A difteria, se não for tratada rápida e corretamente, pode provocar algumas complicações, como:

  • insuficiência respiratória;
  • problemas cardíacos;
  • problemas neurológicos;
  • insuficiência dos rins.

Então, no surgimento de qualquer sinal, é fundamental procurar ajuda médica para iniciar o tratamento o mais breve possível. A difteria é uma doença grave que pode levar à morte.


 

Como prevenir?

A vacinação é o principal meio de controle e prevenção da difteria. É preciso manter o esquema vacinal de crianças, adolescentes e adultos sempre atualizado.


 

Situação epidemiológica

O Brasil, desde a década de 1990, apresentou importante redução na incidência dos casos, mediante a ampliação das coberturas vacinais. Naquela década, a incidência chegou a 0,45/100 mil hab., diminuindo à medida que as coberturas elevaram-se. 

Entre 2008 a 2019, ocorreram 10  óbitos pela doença, 3 dos quais no ano de 2010. Em 2017 ocorreu um óbito  referente a um caso importado da Venezuela. A letalidade esperada varia entre 5  e 10%, atingindo 20% em certas situações. A cobertura vacinal com a DTP vem-se  elevando neste período, passando de 66%, em 1990, para mais de 95%, em 2015.  Nos anos de 2017, 2018 e 2019 a cobertura de Pentavalente (difteria, tétano,  pertussis, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b) foi de 83,81%, 88,51% e 70% respectivamente.

 Vigilância epidemiológica


 

Viajantes

Surtos recentes de difteria em países como Haiti e Venezuela, demonstram o risco a que as pessoas não vacinadas estão expostas. Recomenda-se que as pessoas que viajam para áreas com surtos de difteria estejam vacinadas adequadamente antes da viagem, de acordo com o esquema nacional de vacinação. Se mais de cinco anos se passaram desde a última dose, recomenda-se uma dose de reforço.

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